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Custos e margem3 min

Precificação de cardápio: calcule preço e margem por prato

Aprenda a formar o preço do cardápio com ficha técnica, custos variáveis, margem de contribuição e teste de mercado.

Por Zec Express

Preço não é custo multiplicado por um número qualquer

O preço precisa cobrir o consumo real da receita, os gastos que variam com a venda, uma parcela da estrutura e o retorno esperado. Também precisa fazer sentido para o cliente e para o posicionamento do negócio. Copiar o concorrente ou aplicar o mesmo multiplicador em todo o cardápio esconde diferenças importantes.

Comece pela ficha técnica e separe custo, preço e margem. O CPC 16 orienta a determinação do custo dos estoques e distingue custos de aquisição e transformação; essa base evita tratar toda saída de dinheiro como se fosse ingrediente do prato.

Calcule o custo da porção vendida

Converta cada compra para a unidade usada na receita. Se 5 kg de queijo custam R$ 150, o custo é R$ 0,03 por grama. Uma porção de 120 g custa R$ 3,60 antes de considerar perda, rendimento e mudança de preço do fornecedor.

Some ingredientes, embalagem e preparos intermediários. Use o rendimento real: uma receita de molho que custa R$ 24 e rende 2,4 kg tem custo de R$ 0,01 por grama; uma porção de 80 g acrescenta R$ 0,80 ao prato.

Inclua custos variáveis da venda

Taxas de cartão, comissão do canal, tributos incidentes e embalagem podem mudar conforme a origem do pedido. Um prato vendido no salão e o mesmo prato vendido por delivery não necessariamente deixam a mesma contribuição, mesmo com preço igual.

Monte cenários por canal. Evite somar percentuais diretamente ao custo: percentuais cobrados sobre o preço precisam entrar no denominador do cálculo para não produzir uma margem menor do que a planejada.

Use a margem de contribuição

A margem de contribuição é o preço de venda menos os custos e despesas variáveis daquela venda. Se o prato custa R$ 12 em ingredientes e embalagem, tem R$ 3 de taxas variáveis e é vendido por R$ 30, sua contribuição é R$ 15, ou 50% do preço.

A contribuição paga aluguel, equipe, energia, sistemas e outros gastos fixos antes de virar lucro. O Sebrae inclui gastos fixos e variáveis, margem de contribuição e ponto de equilíbrio entre os elementos necessários para formar e avaliar preços.

Faça o preço passar por três testes

Teste financeiro: a margem cobre a estrutura no volume provável? Teste comercial: o cliente percebe valor e encontra alternativas comparáveis? Teste operacional: a equipe entrega a porção e o rendimento definidos na ficha técnica?

Se o preço calculado ficar alto, não corte margem no automático. Revise porção, ingrediente, desperdício, canal, apresentação e posicionamento. Se ficar baixo, verifique se faltaram mão de obra, embalagem, taxas ou perdas no cálculo.

Revise sempre que a realidade mudar

Atualize custos quando houver compra relevante e revise preços em uma cadência definida. Produtos de alto giro ou ingredientes voláteis merecem acompanhamento mais frequente; itens estáveis podem seguir uma revisão mensal ou trimestral.

Registre data, custo, preço e motivo de cada mudança. Com ficha técnica e vendas no mesmo fluxo, o gestor consegue comparar custo previsto, consumo e margem sem reconstruir o cardápio em planilhas desconectadas.

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